IPEARTES/SEDUC REALIZA MOSTRA “MULHERES FAZEM CINEMA”, DE 11 A 17 DE MARÇO, EM ALTO PARAÍSO DE GOIÁS

Mostra “MULHERES FAZEM CINEMA”, realizada de 11 a 17 de março, homenageou as MULHERES, inaugurando o CINE IPE, o cineclube do IPEARTES

Por Bianca Carvalho e Kayalú Mendonça

ACESSE AQUI A PÁGINA ESPECIAL DA MOSTRA “MULHERES FAZEM CINEMA”.

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Público presente na Mostra “Mulheres fazem Cinema”, dia 11 a 17 de março, no IPEARTES – Foto: Erasmo Alcântara 

O mês de março marca a inauguração CINE IPE, o cineclube do IPEARTES. Um dos projetos do IPE MIDIALAB, o Cine IPE surge como espaço privilegiado para o encontro dos cinéfilos de Alto Paraíso de Goiás. Além do cineclube, que promoverá sessões nas noites de quinta-feira, na sede do Instituto, o Circuito de Cinema preparado pelo MIDIALAB contará ainda com mais dois projetos na temporada 2019: em abril será lançado o projeto CINEMA NA PRAÇA, que promoverá sessões de cinema quinzenalmente, nas praças de Alto Paraíso; e no segundo semestre será lançado o CINE CHAPADA, que levará as sessões de cinema em praça pública para circular pelas demais cidades e comunidades da APA de Pouso Alto. 

Sessão especial para o público infantil com o longa “Valente”, no sábado a tarde, dia 16 de março – Foto: Bia Carvalho

Abrindo os trabalhos do cineclube, a Secretaria de Estado da Educação, por meio do IPEARTES,  realizou de 11 a 17 de março, a Mostra “MULHERES FAZEM CINEMA”, na sede do Instituto, em Alto Paraíso. Celebrando o Dia Internacional da Mulher, a Mostra nasceu da necessidade de divulgar os conteúdos cinematográficos realizados por diretoras, tendo em vista que a indústria do Cinema ainda é um espaço pouco ocupado por mulheres. A seleção dos filmes priorizou questões femininas e regionais, visando a difusão do Cinema feito por nós e para a nossa região, contemplando a produção local e valorizando ações e saberes únicos existentes na Chapada dos Veadeiros.

Lúcia Côrrea, durante a performance poético sonora “A moça tecelã”, dia 12 de março – Foto: Bia Carvalho

A programação de cada noite foi composta por apresentações culturais, curtas e longas-metragens. Com curadoria de Bia Carvalho, foram exibidos oito filmes de longa-metragem, dirigidos por mulheres e em sua maioria com temática feminina, sendo apenas dois filmes co-dirigidos por homens. A abertura da Mostra apresentou um dos destaques da carreira da diretora Anna Muylaert, “Que horas ela volta?“. O filme traz Regina Casé como a empregada doméstica Val, que migrou do estado do Pernambuco para São Paulo, onde trabalha há muitos anos na casa da família de Fabinho, menino que criou por quase toda a vida do rapaz, enquanto sua filha, Jéssica, ficou com uma tia e estava há mais de dez anos sem receber visita da mãe. O debate realizado após a sessão girou em torno dos embates enfrentados por mãe e filha, no reencontro e nas questões sociais em torno da família e da personagem Val. A abertura da primeira noite da Mostra ficou por conta das arte-educadoras do IPEARTES, Isabela Garios e Maria Helena Anjos, com uma sensibilização em Dança, seguida da exibição da primeira obra da cineasta Petra Costa, “Olhos de Ressaca”, que traz de maneira poética a vida de seus avós.

Chrys Pereira e Paula de Paula, durante apresentação artística na Mostra, dia 14 de março – Foto: Bia Carvalho

Na terça- feira dia 12, o longa da noite “Os Renegados”, da aclamada cineasta Agnès Varda, conta a história de Mona, uma jovem andarilha que prova liberdade com sua mochila nas costas e faz escolhas pouco prováveis que a levam a caminhos gelados nesta viagem ao interior da França. O enredo do filme de Varda expõe as vulnerabilidades de mulheres que viajam sozinhas, dependendo de caronas. A performance poético-sonora “A moça tecelã”, abriu a segunda noite da Mostra, com atuação da arte educadora Lúcia Corrêa e da musicista Chrys Pereira, ambas do IPEARTES. O curta-metragem da noite, “Em nome da Família”, de Daniela Cronemberg, foi produzido em Brasília e conta a história de uma família composta por duas mulheres e seus filhos trigêmeos, discutindo a guerra travada entre congressistas conservadores e famílias compostas por homossexuais.

Público presente na Mostra “Mulheres fazem Cinema”, dia 11 a 17 de março, no IPEARTES – Foto: Erasmo Alcântara 

Na terceira noite da Mostra “MULHERES FAZEM CINEMA” foi exibido o longa-metragem “Olmo e a Gaivota“, que conta a história dos atores Olívia Corsini e Serge Nicolaï, renomados atores da companhia de teatro Théâtre Du Soleil que, prestes a sair em turnê com a peça “A gaivota”, de Anton Tchekhov, são surpreendidos por uma gravidez de risco. O documentário expõe as fragilidades a que as mulheres podem estar expostas no período da gravidez. O debate sobre o filme foi conduzido por Chiara Santos, psicóloga do IPEARTES e Ângela Mattos, coordenadora do projeto Meninas de Luz, do CRAS (Centro de Referência em Assistência Social) – Novo Horizonte, em Alto Paraíso. A primeira obra de Yasmin Thainá, o premiado “Kbela”, foi o curta-metragem de abertura da noite.

Fabiana Assis, diretora de Parque Oeste, durante premiação da 22ª Mostra de Tiradentes

A programação destacou ainda dois longas produzidos recentemente em Goiás. Na quinta-feira, dia 14, foi apresentado o filme “Parque Oeste“, documentário que conta a violenta desapropriação da ocupação do Parque Oeste Industrial em Goiânia, pela visão da protagonista Eronildes Nascimento, e a superação deste triste capítulo em sua vida. Com debate emocionado em função de várias pessoas que moraram em Goiânia e se recordam daqueles dias obscuros na história recente da capital, a diretora Fabiana Assis foi muito elogiada por seu primeiro longa-metragem. Por esse filme, a cineasta recebeu o prêmio de melhor documentário na 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes, realizada este ano em Tiradentes, Minas Gerais. 

Público presente na Mostra “Mulheres fazem Cinema”, dia 11 a 17 de março, no IPEARTES – Foto: Erasmo Alcântara

Na sexta-feira, a Mostra divertiu o público com o clássico nacional “Carlota Joaquina, Princesa do Brazil“, de Carla Camurati, comédia que satiriza a controversa vinda da família real portuguesa para o Brasil, sua então colônia. Para abrir a sessão, foi exibido o curta “Cores e Botas”, de Juliana Vicente, curta-metragem paulistano que conta a história da garotinha negra Joana, que sonha em ser Paquita.

Marcela Borela, diretora do documentário Taego Ãwa, durante a Mostra “Mulheres fazem Cinema”, dia 16 de março – Foto: Bia Carvalho

Outro filme goiano exibido foi “Taego Ãwa“, documentário dos irmãos  Marcela Borela e Henrique Borela, sobre a resistência dos índios Avá-canoeiros, que foram retirados de suas terras e desde então lutam pelo retorno à terra de seus ancestrais. Marcela Borela esteve presente à sessão e falou sobre o processo de filmagem e a trajetória de Tutawa, personagem que narra a história dos ãwa. De beleza estética e importância histórica e social, Taego Ãwa é um dos filmes essenciais exibidos durante a Mostra “MULHERES FAZEM CINEMA”.

Apresentação do Baque Mulher Chapada na Mostra “Mulheres fazem Cinema” , dia 16, no IPEARTES – Foto: Bia Carvalho

O encerramento da Mostra ficou por conta do documentário local “Flor do Moinho”, que resgata a história de Dona Flor, raizeira e parteira que vive no Povoado do Moinho, próximo a Alto Paraíso, por meio de entrevistas com a personagem, seus familiares e moradores da comunidade. O público teve o privilégio de receber Dona Flor na sede do IPEARTES para acompanhar o documentário, rir conosco das histórias contadas e participar de uma roda de conversa que trouxe diversos assuntos: partos, plantas e ervas do cerrado, sua história pessoal e a história da região da Chapada dos Veadeiros, analisando ainda a política e a sociedade atual.

Roda de conversa com Dona Flor, no encerramento da Mostra “Mulheres fazem Cinema”, dia 17 de março, em Alto Paraíso – Foto: Bia Carvalho

De maneira muito positiva, a Mostra “Mulheres Fazem Cinema” ofereceu curtas e longas-metragens, apresentações culturais, rodas de conversa e debates para mais de 150 pessoas presentes nos dias de evento. A Mostra cumpriu  seu intuito inicial de promover o cinema e o empoderamento feminino em Alto Paraíso de Goiás, estabelecendo a sede do IPEARTES, com seu telão de 18 m² e equipamentos de projeção, como um espaço qualificado para a realização de sessões de cinema. 

Chiara Santos e Dona Flor, durante a roda de conversa no encerramento da Mostra “Mulheres fazem Cinema”, dia 17 de março – Foto: Bia Carvalho

CIRCUITO DE CINEMA IPEARTES

O IPEARTES, Instituto de Pesquisa, Ensino e Extensão em Arte, Educação e Tecnologias Sustentáveis, busca promover uma educação transformadora, fundamentada no princípio da Educação Integral e nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, preconizados pela ONU. Nesse sentido, o IPE MIDIALAB, coletivo de educomunicação do Instituto, desenvolve projetos, ações e conteúdos pautados na Educomunicação. 

O IPE MIDIALAB é um laboratório-estúdio de formação e produção multimídia, com foco em audiovisual, fotografia, rádio,  jornalismo e web, com sede em Alto Paraíso de Goiás, e com atuação na Área de Proteção Ambiental de Pouso Alto, envolvendo os municípios de Alto Paraíso, Cavalcante, Colinas do Sul, Nova Roma, São João d´Aliança e Teresina de Goiás, distritos e comunidades da região, além do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

Os participantes do IPE MIDIALAB integram um núcleo permanente de pesquisa e produção em comunicação e arte, e desenvolvem conteúdos relacionados ao Instituto e aos municípios e comunidades da APA de Pouso Alto, seus valores, sua cultura, seus conflitos e desafios, o ecossistema do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, além de comunicar as atividades do IPEARTES, seus projetos, e a atuação de seus coletivos. ​Dessa forma, o IPE MIDIALAB contribui para o desenvolvimento pessoal, social e profissional dos envolvidos, seu empoderamento, autonomia e cidadania, de acordo com os princípios definidos pela ONU, em prol do desenvolvimento sustentável.

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